Resumo, sobre a Vida de Santo Agostinho

Publicado: 8 de março de 2013 em Uncategorized

INTRODUÇÃO

Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona, nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430, foi um importante bispo cristão e teólogo.. considerado o maior filósofo da época patrística, filho de mãe que seguia o cristianismo, porém seu pai era pagão, em sua formação, teve importante influência do maniqueísmo (sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos). Sto Agostinho ensinou retórica nas cidades italianas de Roma e Milão nesta última cidade teve contato com o neoplatonismo cristão. Viveu num monastério por um tempo. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano).
Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Para o bispo, nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada, levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época, porém, o conhecimento e as idéias eram de origem divina.
Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por Deus. Morreu em 28 de agosto de 430, aos setenta e seis anos, durante um ataque dos vândalos (povo bárbaro germânico) ao norte da África.
Sto Agostinho é considerado o santo protetor dos teólogos, impressores e cervejeiros.

Obras de Santo Agostinho:
As obras de Sto Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média, em sua vida procurou demonstrar que a nossa conduta, o poder de agir como queremos, é uma decisão soberana, um arbítrio, escreveu diversos sermões importantes em “A Cidade de Deus” (413-426), Santo Agostinho combate às heresias e a paganismo, na obra “Confissões” (397-398) fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo, em o Livre Arbítrio, obra que Agostinho escreveu em (388-395) e, na qual, Agostinho contraria a idéia dos maniqueus de dois princípios, o principio do Bem e do Mal, pois deste modo o homem não é livre nem responsável pelo mal que faz. Agostinho procura demonstrar que a nossa conduta, o poder de agir como queremos, é uma decisão soberana, um arbítrio.
A Moral de Sto Agostinho
A moral agostiniana é teísta e cristã, a igreja agostiniana tornou-se o Reino de Deus, e a divisa do amor tornou-se lei dentro de suas fronteiras, cavalgando sob a máxima “ame e faze o que quiseres”, Agostinho idealizou a conduta dos súditos cristãos como uma superação das ordens mundanas. As próprias virtudes cardeais subordinaram-se às teologais, pois foram convertidas ao Evangelho.
Ética na visão de Sto Agostimho:
O neoplatonismo de Agostinho marcou sua ética, segundo Bertrand Russell diz que “há uma descrição muito simpática de Platão, a quem coloca acima de todos os outros filósofos, pois Platão viu que Deus não é nenhuma coisa corpórea, mas que todas as coisas recebem a sua forma de Deus, e de algo imutável . Em verdade, Agostinho apreciou muito dos filósofos antes de sua conversão e procurou a duras penas conciliar o cabedal ético dos gregos com a moral do cristianismo, havia um ponto comum a ser explorado: o valor das virtudes! desde os tempos homéricos “a virtude [...] significava o mais alto ideal cavalheiresco aliado a uma conduta cortesã e ao heroísmo guerreiro, e em Sócrates virtude era “ser o que realmente deseja parecer”. Quatro dessas virtudes eram constantemente exaltadas nos escritos filosóficos: a temperança, a fortaleza, a justiça e a prudência. Poderiam elas ser transportadas para dentro das fronteiras cristãs? Não! Antes das virtudes cardeais existiam as teologais, conforme classificou Agostinho. Fé, Esperança e Amor superavam a temperança e as demais virtudes.
A ética agostiniana caracteriza-se pela formulação de uma explicação de como pode existir o mal se tudo vem de Deus que é bom, esboça uma ética harmonizada com os preceitos morais cristãos baseados na fé, esperança e amor. Entretanto, se para os gregos o homem bom é aquele que sabe e conhece para Agostinho o homem bom é aquele que ama aquilo que deve amar.

Frases e Pensamentos de Santo Agostinho:
– “Se dois amigos pedirem para você julgar uma disputa, não aceite, pois você irá perder um amigo. Porem se dois estranho pedirem a mesma coisa, aceite pois você irá ganhar um amigo”.
CONCLUSÃO

Agostinho se propôs como modelo de moral para os homens, não por sua perfeição, mas por sua busca filosófica. Desde a infância até a senilidade mostrou-se uma pessoas aberta ao diálogo, e por isso, sempre polêmico. Conseguiu como poucos tocar as várias pontas dos extremos, ambicionando resolver racionalmente as demandas do cérebro e da alma, sem, no entanto, conseguir tamanho empreendimento. Legou, a bem da verdade, material bélico suficiente para que os guerreiros da razão bombardeassem seus contrários, e munição não faltou para que agostinianos de vários tipos se armassem até os dentes. Mas nem tudo saiu como Agostinho idealizou. Pensemos naquele cristão que tenha superado a concepção mundana da existência. Chegou ele ao zênite do conhecimento perfeito e descobriu que esta vida é mera ilusão, por que a relatividade das coisas não permite a absolutização da verdade.
Queria Agostinho conduzir os homens ao mundo das idéias, mas isto se mostrou impossível, por que a cidade dos homens é o contexto relativizado da existência dos mortais. Resta a Platão reduzir seu discurso filosófico a um comodismo existencial, vivendo o senso comum com os demais, embora viva consigo e pera si no mundo das ideias.

REFERÊNCIA:
Disponível em http://www.Veritatis.com.br. Acessado em 05/10/12.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s